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Crise no San Lorenzo se agrava: jogadores denunciam atrasos salariais e pedem dignidade em meio ao caos institucional

20:11, 16 novembro 2025
Aline Feitosa
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O San Lorenzo vive um dos momentos mais turbulentos de sua história. No mesmo ano da morte do Papa Francisco, torcedor ilustre do clube, a equipe argentina enfrenta uma crise que mistura colapso financeiro, disputas políticas e denúncias graves feitas pelo elenco.

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Nesta quarta-feira (13), os jogadores publicaram um comunicado contundente nas redes sociais, denunciando meses de salários atrasados e condições precárias de trabalho.

“Sentimos que chegou a hora de levantar nossas vozes mais uma vez. Não se trata apenas de dinheiro, mas também de respeito, dignidade e das condições mínimas de trabalho que todo trabalhador merece. A situação atual é insustentável e exige uma solução imediata e séria”, diz o texto divulgado pelo grupo.

Segundo o elenco, os problemas se arrastam desde o início da temporada. Os atletas relatam falta de pagamento desde agosto, ausência de alimentação adequada e problemas básicos de infraestrutura, como falta de água quente nos vestiários.

A manifestação marca mais um capítulo da crise que atinge o clube desde outubro, quando o San Lorenzo quase decretou falência por causa de uma dívida de R$ 25,5 milhões com um fundo de investimento. A situação se agravou com as denúncias de má gestão e escândalos administrativos.

O presidente Marcelo Moretti, que assumiu o cargo em 2023, foi acusado de falsificar documentos e receber valores sem registro contábil. Ele chegou a deixar o cargo em abril, mas retornou por decisão judicial, reacendendo a crise política dentro do clube.

Internamente, Moretti enfrenta forte oposição. O presidente do Conselho de Administração, Ulises Morales, chegou a sugerir que o dirigente se submeta a um exame psiquiátrico e defende a formação de um governo de transição seguido por novas eleições.

As dificuldades financeiras do San Lorenzo vão além das questões atuais. O clube ainda carrega dívidas de negociações passadas, que somam mais de US$ 4,7 milhões (cerca de R$ 28 milhões).

Em meio ao caos, o apelo dos jogadores ecoa como um grito por respeito, e por uma saída urgente para que o tradicional clube argentino volte a respirar dentro e fora de campo.

Publicado em: Notícias,
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