Cidades-sede alertam Congresso para risco na segurança da Copa do Mundo por falta de verbas
A principal preocupação envolve o congelamento de cerca de US$ 900 milhões da Federal Emergency Management Agency (FEMA), destinados ao planejamento operacional do evento. Com o governo federal paralisado, a agência informou que está operando apenas com serviços considerados essenciais para salvar vidas, suspendendo outros repasses — incluindo os voltados à Copa.
Do montante total, US$ 625 milhões haviam sido reservados para ações de segurança nas cidades-sede, enquanto outros US$ 250 milhões seriam destinados aos estados anfitriões para reforçar sistemas de monitoramento, especialmente contra ameaças com drones.
Mike Sena, presidente da National Fusion Center Association, afirmou que o planejamento está atrasado e abaixo do nível ideal a pouco mais de 100 dias da abertura do torneio. Já Ray Martinez, diretor de operações do comitê organizador de Miami, disse que, sem a liberação de US$ 70 milhões até o fim de março, eventos como o Fan Fest poderão ser cancelados.
Autoridades de Foxboro (Massachusetts) admitiram até a possibilidade de desistir de sediar partidas no Gillette Stadium caso o impasse persista. Em Kansas City, o vice-chefe de polícia Joseph Mabin afirmou que o efetivo atual é insuficiente e que a verba federal é essencial para reforçar o contingente.
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