Campeã olímpica, Imane Khelif pede para não ser usada em disputa política
“Não sou transgênero. Sou uma mulher. Quero viver minha vida. Por favor, não me explorem em agendas políticas”, disse Khelif em entrevista à CNN.
O nome da atleta passou a ser citado por figuras da extrema direita, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a mencionou de forma incorreta ao defender restrições a atletas trans em competições femininas. Khelif diz que o escrutínio afetou sua carreira e sua vida pessoal.
A boxeadora também comentou a possibilidade de testes genéticos exigidos por entidades esportivas e afirmou que não tem nada a esconder, desde que as regras sejam conduzidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Segundo ela, a proteção à categoria feminina não pode servir para excluir outras mulheres.
Após ser citada nominalmente em uma decisão da World Boxing, Khelif se afastou das competições e levou o caso à Corte de Arbitragem do Esporte. “Não vou desistir até que a justiça seja feita”, afirmou.
Apesar da polêmica, Khelif segue treinando em Paris e é tratada como ídolo por jovens atletas. “O boxe não depende de testosterona, mas de inteligência, experiência e disciplina”, resumiu a campeã.
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