A ATP divulgou, na última semana, os tenistas contemplados com o bônus pool, premiação de US$ 21 milhões (aproximadamente R$ 113 milhões) destinada aos 30 jogadores que mais pontuaram nos torneios Masters 1.000 e no ATP Finals em 2024. No topo do ranking de desempenho, Carlos Alcaraz garantiu a maior fatia do bolo, embora tenha recebido apenas metade do valor devido a ausências obrigatórias no circuito.
O número 1 do mundo acumulou 4.420 pontos nesses torneios, marca que lhe renderia US$ 4,8 milhões (cerca de R$ 25,8 milhões). No entanto, as ausências nos Masters 1.000 de Toronto e Xangai resultaram em um corte de 50% na premiação, reduzindo o montante a US$ 2,4 milhões (pouco mais de R$ 12,9 milhões).
Alcaraz também não disputou Madri, mas como cumpriu compromissos comerciais durante o evento, evitou uma punição mais severa.
Vice-líder em pontos no recorte da ATP, Jannik Sinner não teve a mesma sorte. O italiano ficou fora de quatro torneios mandatórios, Indian Wells, Miami, Madri e Toronto, e, por isso, perdeu 100% do bônus.
Ele deixou de receber mais de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,7 milhões), valor ao qual teria direito caso cumprisse as exigências mínimas de participação.
O bônus pool combina 70% de um valor fixo distribuído entre os atletas e 30% de variáveis relacionadas à pontuação. A iniciativa busca premiar desempenho e regularidade ao longo da temporada, mas, como demonstram os casos de Alcaraz e Sinner, também reforça a importância do cumprimento do calendário obrigatório da ATP.