John Textor foi afastado do controle da Eagle Football Group por decisão da Ares, fundo credor da holding, em movimento ocorrido na última terça-feira. A medida, revelada inicialmente pelo jornal O Globo, ainda não foi oficializada, mas já provocou forte repercussão nos bastidores do futebol. Apesar disso, o empresário norte-americano segue no comando do Botafogo graças a uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro, concedida em outubro de 2025.
O estopim para a decisão da Ares foi a demissão dos diretores Stephen Welch e Hemen Teseayo, conselheiros da Eagle BIDCO, que divergiam das recentes ações de Textor, especialmente sobre o modelo de aporte financeiro para quitar dívidas urgentes do Botafogo, como o transfer ban.
O fundo não reconheceu as demissões, considerou válidos os votos da dupla e determinou o retorno dos executivos aos cargos.
Credora de uma dívida de US$ 450 milhões, contraída em 2022 para a compra do Lyon e ainda não quitada, a Ares já havia retirado Textor do controle operacional do clube francês em 2025. Em entrevista ao FogãoNet, o americano disse não ter sido surpreendido pela decisão e classificou o afastamento como “absurdo” após avaliação de seus advogados. Textor é esperado no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, quando o Botafogo estreia no Brasileirão contra o Cruzeiro, no Nilton Santos.