Depois de duas etapas marcadas por acidentes, em Interlagos e Las Vegas, Gabriel Bortoleto chega ao GP do Catar com uma meta clara: completar as duas provas do fim de semana, a corrida sprint no sábado e a principal no domingo. O piloto brasileiro reconhece a necessidade de cautela, mas afirma que não pretende mudar seu estilo agressivo na pista.
“ Nos últimos dois GPs cometemos erros e acabamos envolvidos em acidentes. Agora, o objetivo é terminar as corridas. Se conseguirmos somar pontos, será ótimo, porque é ali que temos que estar brigando com a nossa equipe. Vou continuar indo para cima. Um acidente não significa que você tem que aliviar. Preciso manter o que fiz o ano inteiro, só tomando um pouco mais de cuidado para completar as provas”, disse.
Além da pressão por um resultado consistente, Bortoleto enfrentará um obstáculo extra: a punição de cinco posições no grid da corrida principal, resultado da batida na largada de Las Vegas com Lance Stroll, da Aston Martin. Considerado culpado pela FIA, o brasileiro terá de fazer uma classificação forte para não comprometer suas chances de pontuar no domingo.
Largando mais atrás, outro fator complica a vida de quem busca recuperar posições: a regra imposta pela Pirelli no Catar, que determina duas paradas obrigatórias, cada jogo de pneus só pode durar 25 voltas, enquanto a corrida terá 57.
Para Bortoleto, a limitação reduz o espaço para estratégias alternativas:
“A estratégia fica muito restrita com essa regra. As voltas são contadas e todos param praticamente no mesmo momento. Não há muito espaço para algo diferente ou mais arriscado”, explicou.
Em meio à necessidade de cuidado extra, punição no grid e estratégia engessada, o brasileiro encara o GP do Catar como um fim de semana decisivo para tentar retomar o ritmo nas pistas.